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Fabricio Vitorino

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Jornalista com mais 25 anos de experiência em digital. Gerente de performance no Canaltech/Magalu. Foi subeditor do Jornal do Brasil Online, editor-coordenador da Home Globo.com, editor-chefe do TechTudo, no núcleo de novos produtos da Globo, e gerente de conteúdo digital da NSC/G1 SC. Formado em Letras pela UFRJ, com prática na Universidade Estatal de Moscou e mestrado na USP, também atua como pesquisador e analista sobre Rússia e Leste Europeu.

O fim do BuzzFeed News, em abril, a falência da Vice, em maio, e as recentes movimentações em Quartz e Vox Media, trouxeram à tona discussões cruciais para o futuro do jornalismo: a “era do tráfego” – a audiência de redes sociais e mecanismos de busca – chegou ao fim? De onde virá o volume de leitores que irá alimentar o “funil de conversão” de assinantes ou pagar, via publicidade, o custo das operações?  

O contexto para essa mudança é o embate entre veículos de mídia e o duopólio Google/Meta (Facebook) – donos das maiores plataformas de redes sociais e busca do planeta que pressiona o jornalismo ao estrangular sua fonte de audiência. Ao mesmo tempo que as “Big Techs” entregavam tráfego para os publishers, fazendo bilhões de dólares em publicidade, estas jamais ensaiaram repassar parte da fortuna para os grupos de mídia.  

Como consequência dos embates, muitas vezes judicializados, a Meta desistiu do jornalismo e do conteúdo de terceiros, desmantelando suas equipes de curadoria e praticamente aniquilando o Facebook como fonte de tráfego para os sites de notícias. Já o Google começa movimento semelhante em suas plataformas – cortando, assim, uma enorme (e fundamental) fonte de receita para as empresas de mídia. E nem mencionamos o ex-Twitter: a rede social nunca teve a geração de tráfego como seu ponto forte, e enfrenta o ocaso, ao virar um brinquedo de Elon Musk. 

Se a sobrevivência do jornalismo num cenário de audiência e recursos minguantes é uma incógnita, vale lembrar que nem tudo foi tragédia. Embora o cenário ainda seja sombrio, a “era das plataformas”, que trouxe tráfego abundante, ajudou o jornalismo a evoluir no meio digital, criando metodologias e modelos de negócio próprios. Neste cenário, o modelo BuzzFeed teve um papel quase revolucionário.  

 

A influência do BuzzFeed 

No início dos anos 2010, jornalistas que se aprofundavam nas métricas, no tráfego, nas metodologias e no “negócio”, se dividiam sobre o “edgerank”, o algoritmo de entrega de conteúdo do Facebook. Enquanto uns se encantavam com a possibilidade de atingir novos públicos, de testar conteúdos e formas de buscar informação, outros desconfiavam daquele “robô” ameaçador que fazia curadoria de conteúdo e coletava dados valiosíssimos. Afinal, esse é o pressuposto da indústria da mídia: conteúdo, curadoria e dados.  

Para obter maestria do “edgerank” e abocanhar um grande pedaço do tráfego – vale lembrar que o Facebook bateu a marca incrível de 1.5 bilhão de usuários ativos mensais em 2015 –, era preciso dominar a ferramenta. E ninguém fazia isso melhor que o BuzzFeed, com sua lógica de engajar emocionalmente a audiência. O que fugia a nosso alcance, então, era um dos pilares do BuzzFeed: impacto.  

Em 2014, o New York Times, em seu famoso relatório anual de inovação, citou o BuzzFeed mais de 20 vezes, colocando o site de Jonah Peretti como referência em distribuição, plataforma, customização e até mesmo em produção de notícias! Afinal, sob o comando da então revelação do jornalismo americano Ben Smith, o BF começou a elencar dezenas de furos e a pautar a “velha mídia”.  

“O que é a disrupção? Hoje, um punhado de novas startups está se esforçando para promover a disrupção em nossa indústria, ao atacar seu incumbente mais poderoso – O The New York Times. Como essa disrupção funciona? Nós devemos defender nossa posição ou devemos nós mesmos promover essa disrupção? E não podemos apenas ignorar os BuzzFeeds do mundo, com seus ‘listicles’ e vídeos de gatinhos?”, diz o relatório do NYT, que segue com uma poderosa reflexão: “Somos jornalistas, e tendemos a olhar para os competidores pela ótica do conteúdo, não da estratégia. Mas BuzzFeed, Huffington Post e USA Today não estão tendo sucesso apenas pelas listas, quizzes, fotos de celebridades e cobertura esportiva. Estão tendo sucesso por conta de suas sofisticadas ferramentas de social e comunidade, e de suas estratégias, muitas vezes apesar de seus conteúdos. No NYT, frequentemente, para escritores e editores, o conteúdo está morto quando se aperta publicar. No Huffington Post, o artigo começa a viver quanto se aperta publicar”.    

 

O método BuzzFeed 

Em 2015, o CEO do BuzzFeed, Jonah Peretti foi convidado para uma sessão no South by Southwest (SXSW), um dos maiores festivais de empreendedorismo, inovação e mídia do planeta. Para um auditório lotado, Peretti foi direto ao ponto: “Percebemos que os conteúdos começaram a gerar emoção. E essa emoção conectou as pessoas. Então, o BuzzFeed entendeu que o conteúdo não era sobre informação, era sobre comunicação”. Enquanto falava, o CEO mostrava um slide onde se lia “Nós nunca focamos em cliques ou pageviews”. O que o executivo explicava era algo como o efeito cascata (o Ripple Effect, em inglês) na mídia, no jornalismo. A emoção do conteúdo passou a ser mais importante que a informação do conteúdo.  

Ainda no SXSW, Peretti trouxe três importantes pontos do BuzzFeed:  

  • Ter uma operação de jornalismo numa empresa com um público tão grande, e tão jovem, permite que ele chegue a uma audiência que não estava na “mídia legada”; 
  • Focar na distribuição, e numa distribuição que não objetivasse somente o pageview, mas o impacto, o engajamento;
  • Ter o ecossistema, a infraestrutura, o CMS de ponta a ponta, ter o máximo de controle sobre todas as etapas do negócio.  

BF não é um produto, é um serviço, que faz com que as pessoas fiquem melhores em produzir e distribuir conteúdo dia após dia. E como ficamos melhores? Criamos conteúdo, aprendemos com a distribuição para criar conteúdo melhor. O BF expandiu para o mundo não sendo apenas um site. Mas sendo um negócio, com conteúdo, app, site, distribuição pela web. Idealmente, queremos ser indiferentes em como as pessoas encontraram nosso conteúdo ou onde as pessoas encontraram nosso conteúdo.

 

Integração tecnológica + jornalismo 

O BuzzFeed, com sua maturidade digital, passou a usar, no início dos anos 2010, ferramentas para rastrear a geolocalização, para monitorar posts e tendências. Em julho de 2013, Max Seddon, correspondente internacional, conseguiu provar que soldados russos estavam atuando dentro de território ucraniano, e estavam atuando na região do Donbass e poderiam estar conectados à queda do avião da Malaysia Airlines.   

O BuzzFeed News deu ainda dois importantes furos sobre o Uber, no mesmo ano de 2014. Revelou que, em um jantar para a mídia, o VP da Uber sugeriu atacar a vida pessoal de jornalistas que cobriam sua companhia. E denunciou o esquema do “God View”, também da Uber, revelando que a companhia era capaz de monitorar qualquer usuário sem sua permissão.  

 

Identificar o problema é diferente de solucioná-lo  

No fim de sua apresentação à SXSW de 2016, Jonah Peretti resumiu, em tom profético, o principal motivo pelo qual as empresas legadas fracassaram – e seguem fracassando. Segundo o CEO, elas focam no lucro, mas não têm os dados:

O problema das empresas de mídia legadas é que você não consegue ter os dados de volta. Você tem lucro, mas não tem dados. E nós temos resistido a essas oportunidades, pois elas levam ao dilema de você passar 80% do tempo tentando levantar financiamento para um projeto, executar o projeto, ele ir ao ar, funcionar, e você não saber o motivo. Ou ele falha e também não sabe o motivo. Você não tem nenhum relacionamento com sua audiência. E você não pode fazer nada para melhorar seu produto. 

Curiosamente, menos de uma década depois, esse foi exatamente o ponto que decretou o fracasso do BuzzFeed. O grande problema era seu modelo de negócios estar essencialmente conectado a um parceiro: o Facebook. A big tech não hesita em canibalizar seus outrora aliados, conforme mostrou, pela primeira vez em 2010, quando encurralou a Zynga, criadora do fenômeno Farmville, e sinalizou que os publishers poderiam ser os próximos. Afinal, tudo gira em torno do mercado de publicidade. 

Além disso, vale lembrar que o BuzzFeed dependia do dinheiro de fundos de investimento para crescer. Como definiu o consultor ex-Axios, Ted Williams, “não é que o BuzzFeed fosse um mau negócio. Apenas não era um excelente negócio”. Logo, muito menos atrativo do que parecia. 

A conclusão é que Peretti tinha em suas mãos o ecossistema quase perfeito, mas falhou por não conseguir desviar do maior risco ao seu negócio: a dependência profunda de apenas um parceiro. O CEO cometeu o famoso erro de “colocar todos os ovos em uma só cesta”. Para um negócio que precisa de investimento constante, não ser excelente negócio é um pecado mortal. No entanto, seu legado pode nos ajudar, hoje, a sobreviver ao fim da “Era das plataformas”. 

 

* Este artigo é parte de uma série de reflexões sobre os impactos do fim da “Era das plataformas”, que por mais de uma década vêm sendo as grandes fontes de tráfego para o jornalismo.  

Todos os anos, um batalhão de profissionais de comunicação ruma para o South by Southwest, em Austin, no Texas, para tentar decifrar o que será tendência nos próximos meses. Curioso notar, porém, que fala-se muito pouco sobre os impactos que o evento tem sobre os rumos da mídia – e do jornalismo. E sim, as discussões são profundas e os caminhos, interessantíssimos.

Fabricio Vitorino, na SXSW 2023

Neste ano, claro, tudo girou em torno da inteligência artificial. Na esteira do Chat GPT – que tomou de assalto as manchetes e as conversas em praticamente todos os fóruns -, o SXSW foi monopolizado pelas IAs. Até tivemos, como sempre, muitas discussões sobre temas como segurança digital, tratamento e cuidado com dados, realidade aumentada, metaverso, futuro do lazer e tantos outros assuntos intrigantes. Mas, rigorosamente, todos os momentos foram pontuados pela interseção com a inteligência artificial. E, claro, com o jornalismo não poderia ser diferente.

Faço um corte para 2016. Naquele ano, uma longa e profunda trilha sobre jornalismo permeou o SXSW. Uma mesa me chamou atenção: “Newsopalypse: Can Digital Really Sustain Media?(Newsopalypse: o digital pode mesmo sustentar a mídia?) – um trocadilho envolvendo a palavra “news”, notícia, e apocalipse. O encontro trazia o “Chief revenue office” (o diretor de receita) do Washington Post, Jed Hartman, além de Joe Mandese, do MediaPost, Joy Jones, da AP, e Lindsay Nelson, da Vox Media. Todos pesos-pesadíssimos da indústria. Uma das conclusões da mesa era de que diversificar as fontes de receita se mostrava imperativo e urgente. E a outra, de que a plataforma é parte do conteúdo, da experiência (e, consequentemente, do valor da entrega). Quem tem a melhor entrega, a melhor experiência, ganha mais.

Um dos erros da atualidade é separar a produção da plataforma da produção de conteúdo. Os dois têm que estar juntos, criando, pensando e distribuindo conteúdo. Conteúdo é o rei. E a plataforma é a rainha. Você tem que ser fantástico no conteúdo, mas também tem que ser fantástico na tecnologia, na plataforma, disse Lindsay Nelson, da Vox, na ocasião.

De volta a 2023, ficou a sensação de que não andamos muito. Um ano antes do “newsopalypse” de 2016, Jonah Peretti enfeitiçara os produtores de conteúdo com o “modelo Buzzfeed”, baseado na conversão por emoção e apelando para o que há de mais profundo na humanidade. E hoje nos vemos numa encruzilhada: a inteligência artificial chegou a um ponto que parece estar próxima de atingir o estado da arte em produção de conteúdo. Porém, ainda sem o “buzzfeedismo”, a emoção, o toque humano.

Se em 2016-2017-2018 nos digladiamos com alt+right, fake news e algoritmos enviesados, buscando o que há de pior na humanidade com fins obscuros, em 2023 parecemos estar perto de uma forma de automatizar o que for “commodity” e focar naquilo que é humano. Emocionar, fazer rir, chorar, informar, educar (e aqui vale uma referência ao modelo de produção de conteúdo “User Needs”, de Dmitry Shishkin).

E foi mais ou menos este o caminho que o South by Southwest 2023 tomou – olhando sob a ótica do jornalismo (e da produção de conteúdo, se quisermos abrir o leque). ChatGPT, Jasper, Dall-E, QuillBot e tantas outras ferramentas, já disponíveis (e utilizadas em pequena escala), foram consolidadas e “colocadas em campo”. E, mais uma vez, o jornalismo peca em dois pontos: o ceticismo, que se torna uma barricada para discussões mais profundas, e o corporativismo, que insiste em defender padrões pouco saudáveis nos negócios jornalísticos atuais.

Jogo luz sobre o ceticismo. Nas mesas sobre IA para mídia, nos corredores, nos emails e fóruns, sobressaíam os argumentos de que 1) a IA não está pronta, 2) a IA não é confiável, 3) a IA não é ética, 4) a IA é de alta complexidade de implementação. Novamente, repetimos os erros da informatização das redações, da “internetização” das redações, da Googledependência e Facebookdependência de nosso ofício. Discutimos pouco e agimos menos ainda. A consequência foi o absoluto caos – desde a ausência em mecanismos regulatórios até o canibalismo de nossos processos jornalísticos em prol de audiência para alimentar os monstros que fingimos não ter visto. O “newsopalypse” – o apocalipse das notícias e de seu modelo de negócio.

A IA, de fato, não está pronta, logo, não é confiável. Mas, a internet está pronta? Ou estava pronta quando entregamos nossos negócios para algoritmos ainda em maturação? Certamente não. É exatamente esta a hora de embarcarmos, discutirmos, participarmos desse ciclo de desenvolvimento que, mais uma vez, irá revolucionar produção, consumo e monetização. Temos aqui uma esperança de renascimento, e para isso, precisamos ter voz ativa nesse processo de maturação e adoção da IA para que possamos fazer o melhor uso possível dela.

A IA, evidentemente, não é ética e nem moral. Afinal, a IA não é humana. A Ética Socrática é baseada em valores morais, em caráter, na razão, na autonomia. A IA executa funções a partir do corpus que “devorou”. Tanto Platão quanto Sócrates entendiam a ética como uma consequência da sabedoria, da “consciência do que se faz”. Já a máquina, não, ela não “sabe” o que faz. Como me disse Garry Kasparov, lenda russa do xadrez, no SXSW, a “a humanidade tem o monopólio da maldade. Deste modo, a IA não pode nos causar mal”.

Vitorino com Gary Kasparov e, ao lado, um sentientometer que compara a capacidade de inteligência, senciência e consciência dos humanos e IAs

A IA tampouco é de complexa implementação. Ferramentas de smart publishing, já disponíveis, podem se beneficiar dos processos de automação, síntese e distribuição. Repórteres podem usar a IA para transcrever, traduzir, criar tópicos, manchetes, para fazer apurações sobre dados estruturados. Profissionais de performance podem usar a IA para cruzar dados, criar apresentações, dashboards, fazer buscas em bancos. Fact-checking, e jornalismo de dados podem ter uma revolução, tanto em processo quanto em escala. Times de produto podem acelerar o desenvolvimento, as correções de bugs e a implementação de novas features, visando ao alto impacto e com baixo esforço. É um ganha-ganha-ganha-ganha.

Sendo assim, as discussões do SXSW, em 2023, focaram na Inteligência Artificial.  É verdade que boa parte das conversas mantiveram suas reservas e torceram o nariz para as novas tecnologias, mesmo que a ampla maioria dos presentes sequer tivesse tido contato com qualquer uma das ferramentas disponíveis.

Um dos “cases” lembrados no festival foi como, no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, a redação do “The New York Times” caçoava da tal “world wide web” – apelidada de “world wide wait”, por sua lentidão, digamos assim. No Brasil, eu vivi experiência similar, no Jornal do Brasil online – a internet era o “solavanco necessário”. Outros veículos entenderam a web como um “monstro que ameaçava a TV”. E, à época, olhamos pro lado e fingimos que a WWW não era nada e não iria a lugar algum. Temos agora, com a IA, uma rara chance de reconstruir o jornalismo e recuperar o tempo perdido. Meu conselho? Testem, abracem, discutam, implementem. Sobreviver a um novo “newsopalypse” é muito, muito difícil.


Outros tópicos do SXSW

Metaverso – Sim, ele está vivo. O assunto mais quente de 2021 e 2022 não tomou a proporção que se esperava. Mas não foi enterrado. Para a futurista dinamarquesa Sofie Hvitved, a iniciativa ainda está limitada por tecnologia e orçamento. E sim, vai ter um papel fundamental na economia do futuro. Para Arnold Ma, da agência digital Qumin, lembra que o “Grande Metaverso Chinês”, estruturado pelo partido comunista, vai movimentar US$ 8 trilhões nos próximos anos, lastreado pelas gigantes Tencent, Alibaba e Baidu, com a ByteDance, do TikTok, correndo por fora.

Extended Reality (XR) – O termo genérico foi criado para agrupar tecnologias como Realidade Virtual (VR), Realidade Aumentada (AR) e Realidade Mista (MR). Em 2023, o SXSW montou um andar inteiro com experiências sensoriais e imersivas impressionantes. Você podia emular como é ver o mundo como os autistas veem, sentir cheiros, sensações táteis, viver a experiência de estar no meio de um local bombardeado na Ucrânia ou na plateia de um show de K-Pop. O grande aprendizado da feira é que o XR, hoje, é limitado apenas pela nossa capacidade de criar conteúdo e experiências. As plataformas evoluíram assustadoramente e há um nicho enorme a ser aproveitado.

Dados – A privacidade dos dados se tornou pilar do SXSW. Ancorados por Brittany Kaiser, a analista que expôs o escândalo da Cambridge Analytica, uma empresa que usava dados roubados do Facebook, a trilha de privacidade contou com nomes como Ian Beacraft, do mensageiro Signal, e Garry Kasparov, ativista da privacidade digital, passando por Michal Pechoucek, CEO da Gen e um dos maiores especialistas no campo do planeta. O dado seguirá como o ativo por muitos anos – e seu uso, hoje, é limitado pelos recursos de processamento.

Blockchain e Bitcoin – Parecem estar cada vez mais assimilados. Se antes eram trilhas isoladas, agora estão presentes em praticamente todos os setores. Dos micropagamentos e financiamentos, à inovação, aos games e organização urbana.

 

A tecnologia existe e está cada vez mais se desenvolvendo. Como as usaremos – e não se as usaremos –, é a questão que ainda cabe a nós decidir.