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Por Ana Elisa Farizano*

Durante muito tempo consideramos estar na era da imagem, onde o visual teria uma grande predominância e poder de atração sobre outros tipos de narrativa. De uns tempos para cá, o áudio começa a emergir como uma nova possibilidade para entreter, informar, produzir, circular e monetizar conteúdo. Neste contexto surgem os podcasts – poucos anos depois do início do milênio – como um arquivo de áudio de distribuição totalmente digital.

Sem a pretensão de fazer história, este formato surge originalmente de modo amador, onde os produtores não tinham uma forte formação técnica, mas dispunham de uma grande capacidade narrativa, o que os tornava altamente atrativos: os podcasters sabiam como contar uma história. Hoje, com vários anos de trajetória, os grandes veículos começam a investir neste formato, tal como fizeram os profissionais independentes, como uma oportunidade de chegar a novas audiências, especialmente aquelas mais jovens, caracterizadas como centenials e millennials.

É preciso diferenciar. Neste artigo faremos referência aos podcasts nativos, que são aqueles conteúdos que foram pensados e elaborados para serem consumidos independentemente de uma programação radiofônica, via streaming. Em contraposição, está a rádio desprogramada, que acontece quando uma emissora radiofônica publica, em uma plataforma digital, fragmentos ou cortes de sua programação com a finalidade de estender a vida útil daquele conteúdo.