O Orbis é um hub de produção de
conhecimento e análise de tendências
para comunicação e jornalismo.
Uma iniciativa do Master Negócios de Mídia.
a atuação da mídia, ao longo da história, esteve muito ligada ao contexto do mercado: o fato de existirem muitos jornais de pequena expressão significa que o partidarismo tem efeitos mitigados. Por outro lado, abandonar a objetividade e a isenção quando o mercado é dominado por poucas empresas pode representar uma ameaça à imaginação popular.
O desejo de dar notícias é tão antigo quanto o próprio jornalismo. E a vontade de reportar um fato na velocidade em que se produz uma comida de fast food pode comprometer a dieta do consumidor. Mas afinal, por que optar pela alta gastronomia?
Ainda que muitos jornalistas acreditem que sua cobertura é isenta de paixões, inconscientemente certas temáticas são vistas de formas totalmente diferentes por eles.
Os eventuais desvios do governo não se combatem com o enviesamento das coberturas, mas com a força objetiva dos fatos e de uma apuração bem conduzida.
Uma das primeiras lições ensinadas a todo “foca” diz respeito aos critérios de noticiabilidade. Mas como todo bom ser humano é, por si só, um ser esquecedor, vale lembrá-los para que o jornalismo continue próximo ao leitor.
A ansiedade da publicação e a exigência da quantidade de notas por dia levam ao “jornalismo” de uma fonte só. A coisa piora quando isso se impõe aos critérios de noticiabilidade.
A censura não é a única forma de silenciar o outro. Aliás, somos bons em adotar estratégias sutis para conquistar aquilo que queremos de maneira mais direta.
Pesquisa publicada na Journalism Studies mostra um imaginário popular que precisamos reconstruir. Burocracia, desconfiança e distanciamento da vida cotidiana podem – e devem – ser corrigidos.
