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Entrevista

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A histórica preocupação jornalística de delimitar as fronteiras entre Igreja e Estado faz, a cada dia, menos sentido. Não se trata de permitir que a ética se corrompa no exercício da reportagem, tampouco de renunciar ao compromisso inquestionável com a verdade. Mas se trata de sobrevivência.

Imerso em crises desde muito antes da pandemia, o jornalismo chegou a situações limítrofes de subsistência por recusar-se a enxergar, no espelho ao qual equivocadamente se dirige, um produto informativo, um produto do mercado de mídia. Veículos que já contam com esta visão o fazem timidamente, com baixo ou nenhum envolvimento das redações. Muitos jornalistas ainda se vêem ou são tratados como uma casta protegida, cuja missão social é o único compromisso profissional a ser cumprido.

Sob esta cultura, inúmeras gerações de jornalistas são formados e atuam em veículos deficitários, carentes de estratégia de mercado e cada vez menos capazes de absorver a mão de obra editorial. A News Product Alliance surge com a missão de reverter este cenário, aperfeiçoar e apoiar as equipes de produto de empresas jornalísticas.


Luciana Cardoso é Diretora de Estratégias Digitais do Estadão e compõe o comitê de criação da News Product Alliance.

O Estadão é o único veículo brasileiro a integrar, até agora, a jovem iniciativa internacional. Na entrevista abaixo, a Diretora de Estratégias Digitais do veículo e integrante do comitê gestor da NPA, Luciana Cardoso, conta como o projeto irá atuar para elevar o jornalismo mundial a um patamar mais adequado às peculiaridades e às necessidades do mercado.

Orbis Media Review – Como o NPA, objetivamente, irá atuar? Haverá entregas? O que a comunidade jornalística pode esperar neste sentido?

Luciana Cardoso – Temos muitas ideias! Estamos discutindo lançar um canal no Slack aberto a todos, criar uma conferência, oferecer mentoria ou programas de treinamento, etc. Ainda estamos nos estágios iniciais para lançar esta comunidade. Nossa prioridade é aprender mais sobre as necessidades para que possamos definir quais programas e serviços priorizar e garantir os recursos necessários para gerenciar essas atividades com sucesso.

Orbis – Existe um cronograma de atividades ou previsão dos próximos passos do projeto?

Luciana – Em um futuro próximo, compartilharemos as primeiras iniciativas do NPA. Nosso comitê de direção, dirigido por voluntários, tem como objetivo criar uma organização formal com posições de liderança permanentes e um conselho até o final de janeiro de 2021. Nosso objetivo é construir um conselho global e diverso que represente as muitas facetas desta comunidade. Os membros do conselho são responsáveis por manter a organização responsável por sua missão e supervisionar as decisões financeiras da organização.

Orbis – De onde (ou de quem) surgiu a iniciativa do NPA?

Luciana – Alguns dos membros da News Product Alliance se reuniram em abril de 2019 com a ideia de criar essa comunidade. Na época eram 15 pessoas com a vontade de construir um espaço para troca de ideias e conhecimentos. Ainda não era uma iniciativa global, algo que foi evoluindo com o passar dos meses.

Muitos dos veículos ainda não possuem equipes de produto e, quando possuem não estão trabalhando em parceria com as áreas de conteúdo e de negócio. Este conhecimento, muitas vezes, fica limitado à área de tecnologia.

Orbis – Quem financia a iniciativa?

Luciana – A Escola de Jornalismo da Universidade de Missouri, a Escola de Pós-Graduação em Jornalismo Craig Newmark da CUNY e o News Catalyst forneceram apoio institucional inicial.

Orbis – Quais são as principais dificuldades que o grupo percebe, atualmente, em veículos no que diz respeito à visão de produto?

Luciana – Atualmente muitos dos veículos ainda não possuem equipes de produto e, quando possuem não estão trabalhando em parceria com as áreas de conteúdo e de negócio. Este conhecimento, muitas vezes, fica limitado à área de tecnologia. Em alguns locais, são apenas indivíduos tentando criar produtos sem ter com quem trocar experiências e, por esta razão, é tão importante termos uma comunidade para apoiar.

Todos que desejam fazer parte desta comunidade são bem-vindos. Nosso foco é apoiar profissionais de produtos que trabalhem em organizações de notícias para alinhar as áreas editoriais, de tecnologia e estratégia de negócios.

Orbis – O site e o release de divulgação do projeto falam em colaboração, em construção de uma comunidade. Quem pode se vincular ao NPA e quais são as condições para integrar esta comunidade?

Luciana – Todos que desejam fazer parte desta comunidade são bem-vindos. Nosso foco é apoiar profissionais de produtos que trabalhem em organizações de notícias para alinhar as áreas editoriais, de tecnologia e estratégia de negócios. Acreditamos que construir alianças é essencial, pois todos trabalhamos com o mesmo objetivo de produzir jornalismo de qualidade e sustentável que beneficie nossas comunidades.

Orbis – Há muitos anos se fala da necessidade de as redações conhecerem suas audiências, o que, até agora, tem ficado majoritariamente limitado à leitura de analytics ou enquetes de mercado. O que está sendo feito – ou o que o grupo pretende fazer – para concretizar este objetivo?

LucianaUm dos princípios da comunidade é justamente o de auxiliar na disseminação de conhecimento entre os seus participantes. Este fica ainda mais rico com participantes de todo mundo, pois sabemos que alguns países já estão mais evoluídos no entendimento das audiências do que outros. Através dos programas de treinamento e mentoria buscamos aprofundar em questões tão importantes quanto estas.

Os profissionais de produtos de notícias em todo o mundo estão enfrentando muitos dos mesmos desafios e se sentem isolados ou sem apoio.

Orbis – Para além do grupo que hoje integra o NPA – e outros participantes que possam vir a somar-se ao projeto – quem deve se beneficiar dos trabalhos a serem desenvolvidos?

LucianaAcreditamos que a criação de uma organização internacional é essencial para nossa missão, pois os profissionais de produtos de notícias em todo o mundo estão enfrentando muitos dos mesmos desafios e se sentem isolados ou sem apoio. É por isso que estamos procurando ativamente por mais profissionais de produtos de notícias internacionais para nos ajudar. Se você estiver interessado em ingressar na diretoria da NPA ou nos ajudar a aconselhar-nos sobre como fazer desta uma comunidade global, informe-nos por e-mail, hello@newsproduct.org

Orbis – O Estadão é o único veículo brasileiro a integrar o NPA. De que forma o projeto se encaixa aos planos do Estadão?

Luciana Desde 2017, o Estadão vem investindo ativamente na Transformação Digital da empresa e, um dos pilares de grande foco é o de Produto. Precisamos cada vez mais entender quem é a nossa audiência, suas necessidades para assim construir produtos que surpreendam o público.

Por esta razão, estamos cada vez mais focados em iniciativas como esta, que inspiram mais e mais organizações a criarem produtos de qualidade. A disciplina de Produto dentro das organizações de notícia ainda é muito nova e, por isso, acreditamos que a troca seja essencial.

Orbis – Pela declaração da Becca Aaronson no release e pelo que diz no próprio site do NPA, existe uma preocupação em atender comunidades tradicionalmente marginalizadas, negros, latinos, indígenas e imigrantes. De que forma a visão de produto nas redações se associa ao discurso de inclusão social?

Luciana Para criar produtos para o público, precisamos que ele esteja representado dentro das redações e em todo o ambiente jornalístico. Por isso, desde o início das conversas do NPA buscamos a diversidade no comitê gestor e também nos participantes. Hoje já temos membros de diversos países com diferentes realidades e necessidades.

Precisamos de mais líderes de produto que estão projetando novos produtos para atender às comunidades marginalizadas. Apoiaremos a transformação da liderança das organizações de notícias e permitiremos que mais pessoas que estão pensando sobre as necessidades dos grupos marginalizados orientem a indústria de notícias.

Novas iniciativas são extremamente importantes em mercados particularmente carentes de inovação – como é o caso do jornalismo. Se a popularização da Internet forçou e permitiu mudanças significativas em diversos setores da economia, os jornais e revistas não apenas demoraram a acompanhar esta onda digital como ainda encontram significativa dificuldade de inovar em seus negócios e operações.

Especialmente no mercado norte-americano se concentram experimentos promissores que se tornaram tendência para o mundo. Foi de lá, por exemplo, que surgiu o paywall como modelo de negócios – inicialmente com o The Wall Street Journal para, posteriormente, se popularizar com o The New York Times. Mas se o paywall foi uma importante inovação, em termos de negócios, para veículos que migravam seu conteúdo para o ambiente digital, o que dizer da inovação nas outras pontas da atividade, como produção e divulgação do conteúdo, além do material jornalístico em si? Há projetos que nos mostram que isso é possível, e não apenas no outro lado do hemisfério.

Criado em outubro de 2018 pelo jornalista e repórter do Poder360 Maurício Ferro, o Correio Sabiá funciona como uma newsletter de jornalismo político via WhatsApp. A operação é simples: todo dia às 7h, uma lista das questões mais importantes do momento é enviada aos assinantes para que fiquem a par do que está acontecendo. Caso queiram se aprofundar nos assuntos, podem acessar links de sites e jornais como Folha de S. Paulo, G1, O Globo, UOL – apenas para citar alguns exemplos – e ler as matérias completas, que são selecionadas seguindo uma série de critérios, incluindo estarem ou não fechadas por um paywall. Caso estejam abertas, podem ganhar prioridade, pois como conta Maurício, a ideia é divulgar aquele conteúdo acessível a todos para que o leitor não se frustre tentando encontrar mais informações sobre um determinado tema.

Enviada diariamente pelo WhatsApp, a newsletter conta com chamadas das principais notícias do momento e links para se aprofundar nos assuntos

Por si só, o ano de lançamento do Correio oferece pistas sobre a sua proposta de valor. A eleição presidencial de 2018, combinada com os ânimos inflamados do eleitorado e um ambiente online cada vez mais popular, ofereceu estímulos consideráveis para a criação e disseminação de Fake News. No entanto, sem evitar o meio digital, a ideia de Maurício foi justamente de combater a desinformação “no ambiente em que elas eram disseminadas, a partir do conteúdo jornalístico profissional”, justifica. E para isso, é muito claro sobre o que oferece ao seu público: “ser o mais direto possível ao resumir as notícias, sem cair para nenhum lado da disputa política”.

A ideia de utilizar o WhatsApp como meio para divulgação do conteúdo, por sua vez, parte de um princípio extremamente prático. Além de ser uma das redes sociais mais importantes do presente, ela permite, nas palavras do jornalista, que o conteúdo se torne “viral”. “Se as pessoas viralizam mentiras, podem também compartilhar conteúdo sério e profissional”.

Com tantos esforços atuais para limitar ou checar a disseminação de conteúdo enganoso nas redes, a ideia de Maurício, até o momento, se mostra mais positiva: ofertar conteúdo de qualidade onde atualmente há muita informação ruim.

Mas não são apenas as Fake News que tornam as redes um lugar de possível desinformação. “Sempre faço a ressalva que, além das notícias propositalmente falsas, existe hoje um excesso de informações (mesmo verdadeiras) – e isso também desinforma, porque as pessoas ficam perdidas no meio do noticiário”, explica. Sua visão vai de encontro com o que algumas empresas, aos poucos, começam a perceber: o leitor não possui tempo para ler tudo aquilo que os veículos publicam, especialmente no meio digital. Um conteúdo reduzido e bem trabalhado, neste sentido, contribui para reduzir o excesso de informação de baixa qualidade.

Assim, o material que o público recebe do Correio Sabiá segue um processo de curadoria no qual são analisadas as melhores matérias sobre um determinado assunto, quem publicou primeiro e se uma única fonte já foi usada vezes demais – caso tenha sido, outros jornais podem ser utilizados para que o leitor não fique preso à visão de poucos veículos.

Modelos de negócios

Não é de hoje que o jornalismo encontra dificuldades em elaborar modelos de negócios para viabilizar os seus produtos. Após a era de ouro da publicidade, quando as empresas faziam um noticiário generalista para atingir o maior número possível de pessoas e atrair anunciantes dispostos a pagar para ter seus produtos expostos nas páginas dos jornais e revistas, o mercado ainda derrapa tentando encontrar uma nova forma de se sustentar.

O que talvez ainda não esteja claro para muitos profissionais da indústria é que a abertura online causada pela internet não apenas permitiu o surgimento de gigantes da tecnologia que atraíram uma enorme fatia das receitas publicitárias, até então captadas pelas empresas de mídia. Este ambiente digital também influenciou uma significativa mudança nos hábitos e comportamentos dos consumidores de notícias. Com uma quantidade infinitamente maior de conteúdo circulando, minuto a minuto, nas redes, o leitor tem a opção de buscar aquilo que é estritamente de seu interesse. Como coloca o jornalista Bruno Daminello, que escreve para este Orbis, a era em que pagávamos pelo conteúdo de política, economia e entretenimento, mesmo que quiséssemos ler apenas sobre esporte, acabou.

Encontrar um novo modelo de negócios, portanto, só faz sentido se houver um produto de interesse do leitor e atualizado às suas demandas.

Atualmente trabalhando sozinho com o Correio Sabiá e sem ter retorno sobre o negócio, Maurício Ferro conta que já está em fase de testes um programa de financiamento recorrente como forma de monetizar a newsletter. “O objetivo da campanha vai ser, primeiro, arrecadar para manter os custos operacionais. Depois, arrecadar para conseguir ampliar o serviço – ter mais conteúdo, ampliar as plataformas e, quem sabe, contratar alguém”.

Apesar da necessidade de ter retorno financeiro sobre o trabalho, Maurício diz que não pretende fechar a newsletter apenas para assinantes. A proposta, portanto, funcionaria como uma espécie de doação por parte dos leitores que gostam do serviço e desejam dar um estímulo. Como forma de reconhecimento, Maurício pensa em oferecer algumas singelas contrapartidas a estas pessoas, embora ainda não esclareça quais sejam.

Em termos puramente de negócios, a ideia de contribuição voluntária tende a ser frágil no jornalismo. Em pesquisa realizada pelo Orbis, apenas 5% das pessoas que não assinam qualquer produto jornalístico se dizem dispostas a mudar de ideia e pagar por notícias. O dado é ainda mais preocupante considerando que o levantamento foi feito durante o cenário de coronavírus no país, o qual estimulou um aumento no consumo de informações por parte de 45% dos entrevistados.

Exemplos no Brasil e mundo afora mostram que a receita proveniente do leitor – paywalls, memberships e contribuições voluntárias – funcionam e prosperam quando o veículo possui algo de único a oferecer. E a razão para isso não poderia ser mais lógica: por que, afinal, pagar por um jornal específico quando este publica algo que encontro sem grandes diferenças, e muitas vezes grátis, na concorrência? Se há algo verdadeiramente capaz de motivar o pagamento é a exclusividade do produto.

Não é possível dizer que a atuação de veículos no WhatsApp seja algo inexistente no Brasil, algo que Maurício mesmo reconhece. Apesar disso, garante possuir um produto diferenciado: “Hoje, diversos jornais estão no Telegram e muitos também já criaram seus perfis no WhatsApp, mas todos fazem esse trabalho por listas de transmissão. Já eu prefiro manter grupos. Na maioria das vezes, esses veículos enviam as matérias que publicam – é diferente da minha proposta de resumir o noticiário”.

A intenção de Maurício, portanto, não é competir com as redes sociais ou com os jornais que fazem hard news. “Minha ideia é consolidar tudo o que realmente importa para que a pessoa tenha informações essenciais e bem explicadas logo no início do dia”, explica.

Um pouco mais sobre jornalismo

É curioso pensar em crise no jornalismo em um momento da história de abundante disseminação e consumo de conteúdo. E por mais que as Fake News causem um impacto negativo na percepção pública sobre assuntos diversos, não é possível responsabilizá-las unicamente pela redução da influência jornalística na vida das pessoas. As próprias empresas tradicionais têm parte dessa responsabilidade – ironicamente, algo que pode ser considerado positivo. Caso contrário, haveria pouco a ser feito para reverter a situação.

Ao menos em tese, os princípios morais e mesmo comerciais do jornalismo são bons estimulantes para a criação de um bom conteúdo, afinal, publicar com precisão é o que mantém a credibilidade das empresas e o que permite que se mantenham à frente da concorrência. Mas se em algum momento da história estes fatores foram suficientes para manter o público interessado no noticiário, hoje a situação aparenta ter mudado bastante.

Portanto, três hipóteses podem explicar o momento atual: os princípios orientadores não têm sido aplicados pelos jornalistas; são aplicados porém não percebidos pelo público; ou simplesmente não são mais suficientes para despertar a atenção dos potenciais leitores.

Certamente há verdade nos três casos. Mas Maurício apresenta uma reflexão interessante e necessária para que a imprensa possa aumentar o valor oferecido aos leitores por meio do seu conteúdo: “Acho que o jornalismo precisa de bom senso para dialogar com o público. O que mais vejo é matéria sem contexto. Para mim, não faz sentido dizer o que aconteceu sem dar ao leitor o direito de entender a informação. Por isso, frequentemente, abro um espaço ‘contexto’ na mensagem do Correio Sabiá”.

No oceano de conteúdo que se tornou o meio digital, oferecer algo diferenciado é fundamental. O jornalismo acostumado a apresentar as informações em formatos padronizados pode encontrar grande dificuldade em cativar a audiência. Já contextualizar as notícias e trabalhá-las com cuidado pode ser uma importante maneira de se destacar. Poucas pessoas, afinal, conseguem acompanhar a avalanche de conteúdo publicado diariamente pela mídia, mas muitos conseguem selecionar algumas poucas matérias de real valor pessoal.

Embora a contextualização tenha o poder de também gerar conhecimento e não apenas informar, há um problema na crença ainda arraigada de que o jornalista sabe o que o leitor deve consumir. Isso poderia funcionar na época dos impressos, mas, com a Internet, o número de opções explodiu. O usuário sabe que deixar de ler um jornal não implica ficar sem conteúdo, pois ali na frente haverá algo de seu interesse.

Para Maurício, “a maioria dos leitores desconhece completamente o ‘fazer jornalístico’, então não tem ideia do motivo de algo ser notícia”; “o leitor precisa de uma explicação ‘por que isso importa?’”. É bem verdade que mostrar a relevância de determinados assuntos pode despertar no público um interesse adicional pela informação. Mas isso nem sempre será verdade ou mesmo suficiente. 

Na era da Internet onde muitos gostos estão misturados, nichar o conteúdo tem sido uma solução interessante criada por diversas empresas. A mudança de concepção é clara. Não cabe à mídia tratar dos assuntos e esperar do público a atenção. Ao contrário, os jornais devem atender a uma fração dos leitores e oferecer aquele que seria o melhor conteúdo para eles.

O jornalismo generalista pode estar acabando. Como escreve o jornalista e historiador suíço Markus Somm em artigo para a Harvard Kennedy School, “na era digital, uma pequena minoria dos usuários pode compor a audiência mais atrativa das empresas de mídia digital, caso queiram ser lucrativas”.

O Correio Sabiá, neste sentido, pode servir de inspiração para o restante do jornalismo, que ainda precisa descobrir como dialogar com o seu público e oferecer algo exclusivo, diferenciado e de valor. Só assim para sobreviver a esta nova fase da comunicação.