Notícia é fato e não tem como um fato ser fake. Erro é uma coisa; intenção de mentir e difamar é algo bem diferente de jornalismo.
O agito da redação ainda faz falta. Mas o começo de tudo foi pior. A adaptação de jornalistas ao home office se impôs com a força de quem luta pela vida.
A miniaturização é parte da História da humanidade. Em plena overdose informativa, textos curtos têm mais impacto – mas são mais difíceis de se fazer.
Não faria mais sentido encontrar a função que a sociedade demanda de nós para, só depois, ver a maneira de transformar isso em uma atividade sustentável?
John Hennessy questiona o sentido de vender grandes pacotes de conteúdo sob contratos de longo prazo, enquanto consumimos jornalismo como petiscos?
A questão do cisne negro foi apresentada pelo filósofo austríaco Karl Popper a fim de delinear a teoria da falseabilidade, ou seja, a capacidade de refutar uma hipótese utilizando-se de evidências. Colocando de outra forma, nunca podemos ter absoluta certeza sobre a verdade de uma afirmação universal ao passo que basta apenas uma evidência em contrário para que possamos dispensá-la por inteiro.
Aprende-se que, no jornalismo, é sempre imprescindível ouvir os dois lados de um fato. Mas, na prática, sabemos que garantir a imparcialidade é uma realidade humana quase utópica. Portanto, se a objetividade não serve ao jornalismo, o que, então, podemos fazer para manter a democracia?
a atuação da mídia, ao longo da história, esteve muito ligada ao contexto do mercado: o fato de existirem muitos jornais de pequena expressão significa que o partidarismo tem efeitos mitigados. Por outro lado, abandonar a objetividade e a isenção quando o mercado é dominado por poucas empresas pode representar uma ameaça à imaginação popular.
O desejo de dar notícias é tão antigo quanto o próprio jornalismo. E a vontade de reportar um fato na velocidade em que se produz uma comida de fast food pode comprometer a dieta do consumidor. Mas afinal, por que optar pela alta gastronomia?
Uma das primeiras lições ensinadas a todo “foca” diz respeito aos critérios de noticiabilidade. Mas como todo bom ser humano é, por si só, um ser esquecedor, vale lembrá-los para que o jornalismo continue próximo ao leitor.